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Lucas Bambozzi | SoloShow Sp-arte

A série de trabalhos Último sussurro (2017), de Lucas Bambozzi, aborda sistemas de comunicação anacrônicos e distópicos, permeados por tecnologias disruptivas e em obsolescência prematura. São poéticas possíveis que rompem com a lógica da inovação, apontando dissonâncias em meio à cultura da mediação. Em diálogo com a série estão trabalhos recentes em vídeo, como Redemoinho e Queda, ambos também de 2017, exibidos em um painel com telas LCD de diversos tamanhos e que, ao retratar situações de tormenta e leveza, sugerem formas de apaziguar as ansiedades associadas à velocidade da informação ao nosso redor.

Diante desses fluxos de informação, Lucas Bambozzi optou por fazer dos meios de comunicação o foco de atenção de suas obras. Suscitando formas críticas de consumo tecnológico, o artista aborda a própria condição de transitoriedade e as fronteiras entre os meios para produzir seus vídeos, instalações, objetos e ambientes audiovisuais.

Sobre Lucas Bambozzi

Matão, Brasil, 1965

Artista multimídia e pesquisador em novos meios. Produz vídeos, instalações, performances audiovisuais e projetos interativos, tendo trabalhos exibidos em mais de 40 países. Conduziu atividades pioneiras ligadas a arte na Internet no Brasil entre 1995 e 1999 na Casa das Rosas. Foi curador e coordenador de eventos como Sónar SP (2004), Life Goes Mobile (Nokia Trends 2004 e 2005) e Motomix 2006, Red Bull House of Art (2009) e Lugar Disssonante (2010), tendo atuado também em eventos coletivos como Mídia Tática Brasil (2004), Digitofagia (2005) e Naborda (2012). Foi artista residente no CAiiA-STAR Centre/i-DAT (Planetary Collegium) e concluiu seu MPhil na Universidade de Plymouth na Inglaterra com a tese Public Spaces and Pervasive Systems, a Critical Practice. Como artista dedica-se à exploração crítica de novos formatos de mídia independente. Em 2010 foi premiado no Ars Eletronica em Linz/Austria com o pojeto Mobile Crash e em 2011 teve uma retrospectiva de seus trabalhos no Laboratório Arte Alameda, na Cidade do México. Em 2012 participou das exposições Tecnofagia (Instituto Tomie Ohtake, SP) e da Bienal Zero1 (San Jose, EUA) com trabalhos comissionados pelos organizadores. Entre 2013 e 2014 participa da Bienal de Artes Mediales no Chile, Bienal de La Imagen en Movimiento (BIM) em Buenos Aires, Gambiólogos 2.0 no Oi Futuro, BH, Singularidades, no Itaú Cultural em SP e WRO Media Art Biennale, em Wroclaw na Polônia. É criador e coordenador do Festival arte.mov – Arte em Mídias Móveis (2006-2012) e do Labmovel, um veículo criado para atividades laboratoriais e artísticas em espaços públicos (2012) que recebeu em 2013 menção honrosa no Prixars, do Ars Electronica. É um dos idealizadores e curadores do Multitude, um evento  de arte contemporânea que tem como ponto de confluência o embate com o termo multidão. Em 2015 fez a curadoria do projeto Visualismo (MAR Museu de Arte do Rio e Parque Lage, 2015). São uma constante em seus trabalhos recentes as questões relacionadas ao conceito de espaço informacional e as particularidades de uma arte produzida a partir das mobilidades e imobilidades do contexto urbano. É professor no departamento de artes visuais na Faap e na Escola Entrópica no Instituto Tomie Ohtake.

“Último Sussuro” por Lucas Bambozzi

ULTIMO SUSSURO

SP ARTE 2017

GALERIA EMMA THOMAS

SOLO PROJECT

STAND SL13

Pavilhão da BIENAL

PARQUE DO IBIRAPUERA

SÃO PAULO, SP BRASIL

DE 05 A 09 DE ABRIL

WWW.EMMATHOMAS.COM.BR

WWW.SP-ARTE.COM

contato@emmathomas.com.br

Lucas Bambozzi is a multimedia artist based in São Paulo, Brazil. His works are constituted by pieces dealing with media in a wide variety of formats, such as installations, single channel videos, short films and interactive projects. His works have been shown in solo and collective exhibitions in more than 40 countries, often collecting relevant awards and prizes. Was a visiting artist at the CAiiA-STAR Centre – currently operating as Planetary Collegium, where he has developed an extensive research about on-line privacy and pervasive systems, as part of his MPHIL studies, concluded in 2006 at the University of Plymouth, UK.

Took part in the collectives FAQ/feitoamãos and Cobaia, dealing with live video performances and media intervention projects in public spaces. Past exhibitions: Interconnect at ZKM, Karlsruhe/Germany (2006), Pensé Sauvage at Frankfurter Kunstverein in Germany (2007) Emergentes at Laboral, (2007/2008) Gijon/Spain and Fundación Telefonica (2008), Buenos Aires/Argentina, RE:akt!, reconstruction, re-enactment, re-reporting, exhibited both at ŠKUC gallery, Ljubljana/Slovenia  and at Museum of Contemporary Art Rijeka/ Croatia (2009) and Restraint at Oboros Montreal/Canada. 

His project Mobile Crash received an Honorary Mention at Ars Eletronica 2010 and took part in exhibitions at ISEA Dortmund, Germany. In 2011 had a retrospective show of his installations at Laboratório Arte Alameda, in México. Was awarded twice by the Vitae Foundation Arts Program and was acknowledged in 2012 with the prestigious Sergio Motta Prize. Along 2012 took part in exhibitions such as Tecnofagia (Instituto Tomie Ohtake, SP),  ZERO1 Biennial (San Jose, EUA), WRO Media Art Biennale (Wroclaw, Poland) with pieces commissioned by the organizers.

Some curatorial projects include SonarSound (2004); Digitofagia (2004); Life Goes Mobile (Nokiatrends 2005 and 2006), Motomix (2006), O Lugar Dissonante (2009), On_Off (2012-2013) among other shows. He is one of the initiators and curators of the arte.mov, International Mobile Media Art Festival (2006-2012) and the Labmovel project (Honorary Mention Ars Electronica 2013). He was one of the creators of Multitude Project, a contemporary art exhibition focusing artworks in confluence with the clash with the term multitude.

His recent works addresses issues related to immobility and contradictions on the urban context permeated by different kinds of media.